Zootopia 2 chega aos cinemas após nove anos do lançamento do original e trará a dupla de personagens principais de volta: a coelha Judy Hopps (Ginnifer Goodwin) e a raposa Nick Wilde (Jason Bateman), agora em uma jornada que promete expandir o universo da metrópole animal. A produção é estrelada por um novo e talentoso elenco de vozes, incluindo Ke Huy Quan (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) e Fortune Feimster (Projeto Mindy), e marca a introdução de uma nova classe de animais, os répteis, na cidade. Além disso, a cantora Shakira retorna como Gazelle, contribuindo com uma nova música, e o cantor Ed Sheeran faz uma participação especial, garantindo que a sequência seja maior que a primeira. Visualmente deslumbrante e com o mesmo charme que fez do filme original um sucesso de público e crítica, essa nova empreitada chega com toda a pinta de sucesso nas bilheterias.
Sinopse
Os detetives Judy Hopps (Ginnifer Goodwin) e Nick Wilde (Jason Bateman) são forçados a lidar com seus próprios desafios de parceria ao serem obrigados a frequentar sessões de aconselhamento, enquanto um novo mistério, envolvendo os répteis, surge em Zootopia. Ao entrarem em uma nova investigação, o duo se depara com Gary De’Snake (Ke Huy Quan), um novo e enigmático personagem que causa grande desconfiança, forçando-os a se infiltrar em uma comunidade secreta e isolada de répteis na tentativa de desvendar a verdade. A expedição os leva a partes inesperadas da cidade e coloca a amizade entre os dois à prova, prometendo uma investigação complexa sobre preconceito e confiança.
A expansão do mundo e a introdução dos répteis
Este novo longa aposta alto na expansão de seu universo social e emocional, introduzindo os répteis como nova classe, tipos de animais ausentes nesta grande cidade. Imediatamente, o debate sobre preconceito é colocado em um novo nível. Nunca nos questionamos sobre a ausência deles no original, mas agora o motivo se torna claro. Inicialmente tratados como inimigos, vamos entendendo o que de fato aconteceu com eles. Isso é sustentado por um discurso de que eles são seres traiçoeiros e peçonhentos. O trabalho desta nova obra é desmistificar tais falácias. Isso cria novas dinâmicas narrativas que abrem espaço para excelentes debates sobre o assunto.
A evolução da parceria entre Judy e Nick
No centro desse fato histórico com os répteis, temos nossos protagonistas. Eles são ótimos juntos, porém, o excesso de confiança os faz fracassar e por isso são levados para um programa de aconselhamento obrigatório chamado de “parceiros em crise”. Esse revés ajuda na comicidade e serve como catalisador para testar a solidez de sua amizade e parceria profissional. No meio disso, fissuras mútuas na confiança são reveladas e mostram que não são tão perfeitos quanto imaginavam. Toda a relação deles é colocada à prova até que eles notem o valor de cada um para o outro, aumentando o respeito mútuo até perceberem de fato que são uma dupla infalível.
O mistério e a crítica social
A essência narrativa da produção reside no mistério central do desaparecimento dos répteis, que serve como um poderoso motor para a crítica social que o título se propõe a fazer. O novo personagem, Gary De’Snake, uma cobra, age como o catalisador dessa intriga, despertando a desconfiança generalizada na cidade e forçando os detetives Judy e Nick a agirem fora dos protocolos para investigar a verdade. Dessa forma, o enredo policial se torna o condutor direto para a mensagem social do longa, que deve ser avaliada por sua capacidade de ir além dos estereótipos já abordados. Ao explorar temas como o medo do desconhecido e a existência de uma comunidade isolada, o mistério não é apenas um caso a ser resolvido, mas uma metáfora para examinar como a sociedade de Zootopia lida com a desinformação e o isolamento. Um paralelo com a nossa realidade pode ser feito rapidamente. Esse conjunto de elementos juntos consegue manter o suspense da história sem sacrificar a profundidade do comentário social.
Conclusão
Posso parecer empolgado demais, mas acredito que é tranquilo dizer que Zootopia 2 supera o original. Ele expande o escopo do universo e consegue aprofundar alguns bons temas, divertindo crianças e adultos igualmente. Não mencionei antes, mas a qualidade visual está incrível (note a pelagem dos animais molhados), e dá para notar o avanço da técnica nesse tempo. Ele chega para ser mais uma animação com pinta de blockbuster e estimo faturando alto nas bilheterias do mundo todo. Indico para famílias que buscam uma obra visualmente rica e com ótimos temas para serem debatidos. Acredito em grande sucesso e que mais continuações chegarão em breve.
Zootopia 2 estreia nos cinemas em 27 de novembro.

